
Resenha
do livro Serial killers – Nas mentes dos monstros
‘Serial
killers – Nas mentes dos monstros ‘ é um livro super polêmico, pois há que vai
gostar e há quem vai esboçar uma rejeição pela forte temática. Ao contrário do
que muitos pensam, esse é um livro sobre fatos reais e puramente informativo -
você não vai ver imagens com sangue ou restos humanos ate porque se tivesse com
toda certeza eu se quer estaria escrevendo essa resenha, pois sou uma pessoa
que possui fobia de sangue e altura. E quando o assunto é sangue eu tenho
verdadeira aflição, com direito a queda de pressão e suor frio (não sei
explicar o por quê, mas sou assim a vida inteira). Por isso podem ler sem medo,
pois não vai ter momento de “Argh que nojo, vou vomitar”.
O livro
conta historia e muitas informações de diversos serial killers e não tem como selecionar
qual desses que possuía mente mais perversa - cada história é de deixar
impressionada.Ainda mais eu, pois quando todos eles estavam atuando de forma
criminosa ou que foram presos eu ainda não existia, e quando alguns deles
finalmente foram presos, eu não tenho nenhum memória pois ainda era criança.
Então eu não posso dizer: “Ah! eu lembro desse caso”.
Se você
for analisar pela cara das pessoas você vai ficar traumatizada, pois as pessoas
com as carinhas mais fofinhas do mundo eram as mais perversas. Tem um casal
(não vou citar o nome) e você diz: “Mas esse casal não tem cara que mata nem
baratas”, ate que, quando você vai ler os crimes cometidos, as provas recolhidas
e o momento do julgamento você finalmente descobre que o crime é totalmente
independente da cara de bom moço ou de senhor indefeso. No livro tem um senhor
que tem idade de ser avô da maioria das pessoas que eu conheço, e você olha e
diz: “Mas esse senhor, como pode ter feito isso?” pois a própria condição
física dele praticamente deveria ser um empecilho. Afinal à medida que vamos
envelhecendo a nossa força também vai junto, mas ledo engando, como diz o ditado:
“mal caráter também envelhece”.
O livro ‘Serial
killers – nas mentes dos monstros’ desmistifica isso de “grupo de risco”, a
gente cresce escutando as pessoas dizendo: “existe um grupo de risco” que
geralmente são pessoas oriundas da periferia, gays, prostitutas e negros. Esse
grupo de risco que as pessoas tanto comentam, são as vitimas preferências dos
serial killers, e não existe isso de preferencia. Alguns serial killers realmente
escolhe um grupo x para atacar, tem os que selecionam apenas mulheres casadas,
crianças, prostitutas e tem a grande maioria que simplesmente não tem seleção,
praticamente comete crimes de forma desorganizada.
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Outro
ponto que é fortemente desmistificado é sobre a lenda do crime perfeito,
realmente alguns crimes ficaram impunes e alguns assassinos receberam
penalidade menor devido a época, pois a investigação de décadas anteriores
chegavam a durar 3 anos para encontrar provas simples que hoje em poucos meses
já se consegue recolher tais provas. Então essa falta de tecnologia e
conhecimento atrasou muitas investigações e alguns crimes ficaram tidos como o
crime perfeito, coisa que não se aplica mais a nossa realidade.
A lógica
desses criminosos se diferem, pois há os que matam por puro prazer, alguns por
traumas que são persistentes desde a infância, outros por desenvolverem uma
obsessão depois de adulto, outros por carência, outros por puro problema
neurobiológico pois alguns deles tinham determinada Psicose com forte desnorteamento
da realidade, em suma, os fatores são muitos e diferenciados.
Lembro-me
quando fiz algumas pesquisas para a faculdade, li um artigo que comentava a
dificuldade da ciência chegar a um consenso. Não tem um gene que seja
responsável por essa super perversão, sabe-se que uma lesão ou ate mesmo uma
disfunção em determinadas áreas do cérebro acomete nossos comportamentos, mas
ainda assim não é uma resposta definitiva do por que de tanta maldade. Você vai
encontrar criminoso sem lesão cerebral, sem alteração psiquiátrica, mas
extremamente perverso. E essa própria dificuldade cientifica de encontrar um
fator x que seja responsável por tudo isso, deixa a própria constituição de
forma desorganizada e com muitas brechas nas leis.
No livro
serial killer cita um criminoso que ele é sociopata, ou seja, a mente dele não
possui nenhuma alteração de ordem neurobiológica. Enquanto ele está preso é
exemplo de bom comportamento mas basta soltarem ele, e a desordem está feita. E
com o tempo trouxe uma divergência cientifica entre o termo sociopatia e
psicopatia, para alguns não possui diferença, enquanto outros pesquisadores
estabelecem um critério de diferenciação.
O fato é
que não tem um por que para esses comportamentos que chegam a ser animalescos,
pois envolve contextos distintos. Alguns assassinam por prazer, outros por se
sentirem inseguros, traumas e ate mesmo um deles usou a desculpa de “sentir
saudade da mãe”. São pessoas extremamente inteligentes, criativas, com fala
branda e ate boa aparência mas com uma grande diferença de uma pessoa comum, um
estranho nível de perversão.
Ate hoje
a justiça julga esses crimes pelos fatos e sucessão desses acontecimentos, ou
seja pelas provas coletadas e não se detém pelo motivo para tais crimes pois os
motivos ainda são desconhecidos para a própria ciência. A cada novo caso, surge
um novo suposto motivo e uma nova suposta causa, mas nenhuma certeza que possa
ser adotada de maneira isolada ao ponto de se tornar um padrão.
O livro Serial
killers – nas mentes dos monstros é indicado para quem tem curiosidade a
respeito da mente humana, quem se interessa por criminologia, quem quer
conhecer a antiga justiça e os avanços da mesma além de compreender melhor o
processo de investigação.
Editora: Madras
Autor: Charlotte Greig
Páginas: 288
Preço: R$39,90