
SEM O AFETO DE UM LAR
Em Hollywood, cidade do
cinema, ocorreu há anos, a trágica morte da famosa atriz norte-america, Marylin
Monroe.
Os jornais e revistas
ocuparam-se largamente de sua vida e de sua morte. Morreu depois de ter
ingerido excessiva dose de drogas. Marylin Monroe teve uma vida muito
atormentada. Nunca chegou a conhecer o ambiente normal e tranquilo de um lar.
Ainda criança, Marylin
presenciou o divórcio dos pais, ficando só e desamparada no mundo. Perdeu,
depois, o pai num desastre automobilístico . Sua mãe ficou paralitica. Marylin
não teve, pois o amparo e a segurança que só um lar feliz pode oferecer. Passou
por diversos orfanatos e reformatórios, sem o carinho e a formação de um lar.
As consequências para ela foram terríveis. E quando a criança ou o adolescente
não encontram no ambiente da família a necessária segurança e o amparo
indispensável, se sentirão sempre inseguros pela vida afora, e facilmente serão
pessoas neuróticas na idade adulta.
Aos dezesseis anos
casou-se com um operário, divorciando-se em seguida. Fracassou em todas as
experiências matrimoniais. Sem dinheiro, abandonada, passando privações, tentou
o cinema. Fracassou, mas não desistiu. Premida pela fome, apresentou-se
novamente como artista. Mas sentia-se sempre insatisfeita e insegura em sua
carreira, mesmo quando tudo lhe parecia ser sorrisos, glória e triunfos. A
angústia e a desventura nunca a abandonaram. Nunca chegou a conhecer a
felicidade, nem como esposa, nem como mãe, nem como artista. Faltaram-lhe,
apesar de toda a cultura que adquiriu, aquelas experiências afetivas que
deveria ter recebido quando criança em seu lar.
A vida e a morte de
Marylin Monroe constituem uma lição: a importância do ambiente formativo do
lar. Ambiente suave, afetivo, tranquilo. Não ambiente de mundanismo ou de
incompreensão dos pais, nem ambiente de nervosismo. Mas ambiente de
responsabilidade e bons exemplos. O lar forma para a vida.
Pe. Frei Ambrósio
FONTE:
LIVRO DA FAMÍLIA
EDITORA:
PADRE REUS
DA
SOC. CULTURAL E BENEFICIENTE P. REUS