
SOMOS UM E DOIS
Conforme recebemos nossas
mensagens, organizamos os trabalhos a nós determinados. Recebemos mensagens
também no astral.
Recebemos determinações
para os trabalhos que devemos executar junto aos espíritos encarnados e
desencarnados. Essas determinações nos são passadas por nossos superiores, de
acordo com as decisões do Conselho.
Quando ficamos sós,
podemos dizer que somos um. Cada ser tem sua identidade, suas características,
sua personalidade própria, suas escolhas. Mas quando cumprimos o que nos
determinam os superiores, somos regidos pela Lei Maior e não por nossas
próprias escolhas, ao trilharmos na luz ou não. A partir dessas escolhas
básicas, passamos a compor um grande quadro de trabalhadores do astral,
cumpridores das decisões tomadas nos Conselhos Superiores.
Vocês poderão até pensar
que dessa maneira perdemos a nossa personalidade, mas não é assim. É que, a
partir de um determinado grau, passamos a compor um grande quadro de
instrutores dos espíritos que seguem as normas estabelecidas por mestres
instrutores de maior grau hierárquico; são seres de luz que jamais tomam
decisões incertas e desnecessárias.
Nossos superiores são
mestres de luz, capazes de promover apenas ações de benefício e de ajuda
àqueles que necessitam de auxílio, do plano em que nos encontramos. A ajuda
existe em todas as esferas, formando uma grande corrente do bem que não deve
ser rompida em nenhum dos seus elos.
É por isso que eu disse
que somos um e somos dois. Quando estou engajado nessa corrente, eu sou também
o outro, o irmão com o qual me uno, para dar sequência às instruções passadas
pelos superiores. Esse elo é sempre fortalecido e reforçado pelas vibrações
emanadas pelos mestres ascensionados. Esses elos não devem ser rompidos,
enquanto são trabalhados os seres que fazem parte dessa corrente.
Não pensem que o trabalho
é pouco, pois, ao contrário, o trabalho é muito. Muitos são os que se encontram
em condições de evoluir e precisam ter seus mentais preparados adequadamente.
Não podemos influenciar, interferindo nas decisões daqueles que ajudamos. Mas,
temos que, o tempo todo, emanar energias que possam ajudá-los a se sustentar em
suas novas frequências vibratórias, até que tenham firmeza suficiente para se
sustentarem apenas por si mesmos.
Quando se firmam em suas
novas moradas nas esferas de luz, conquistam o direito de terem seu mestre
instrutor, que nem sempre será o que estava trabalhando na sustentação de suas
energias e vibrações no novo lar. Cada ser tem seu mestre, que pode ter vários
discípulos. O processo descrito pode começar a acontecer na terceira esfera de
luz ou somente na quarta esfera, dependendo das condições intelectuais e
mentais do ser que é ajudado. São várias as situações, mas todas elas são
resolvidas com sabedoria e respeito às hierarquias.
Há raros casos de seres
que não se sustentam nas novas vibrações, pois não conseguem se desligar das
situações e dos seres da faixa anterior. Eles voltam, para dar continuidade à
sua evolução na mesma faixa em que estavam. O que mais acontece é a adaptação
total do ser às novas frequências e à evolução no novo caminho luminoso.
Para nós, é motivo de
júbilo e de alegria o momento em que nossos orientandos passam a se sustentar
por si mesmos. É uma vitória nossa e deles e ficamos felizes como os pais encarnados,
cujos filhos recebem seu diploma, ao término de um curso superior. Se chegaram
até aqui é porque têm merecimento para isso; conquistaram até aqui é porque têm
merecimento para isso; conquistaram seu lugar na luz e poderão galgar os graus
na escala hierárquica acima. Em geral,
eles não percebem nossa presença, auxiliando-os. Somos sutis e silenciosos,
como os anjos da guarda o são.
FONTE: LIVRO SERMÕES
DE UM MESTRE PENA BRANCA
AOS FILHOS DA TERRA
LURDES DE CAMPOS
VIEIRA
EDITORA: MADRAS