
RENÚNCIA
Contempla a criança que
nasce e recorda a condição de carência a que aportaste no mundo.
Não eras senão o minúsculo
viajor, destituído de todos os recursos, a valer-se do sacrifício materno, para
abordar a embarcação frágil do berço, iniciando a viagem no oceano da
experiência terrestre.
Nem vestimenta, nem pão.
Nem dinheiro, nem títulos.
É preciso lembrar algumas
vezes a nossa posição de usofrutuários da
Terra, quando lhe envergamos o veículo físico, a fim de que não venhamos
a viver entre os homens no falso regime da apropriação indébita.
É por isso que Jesus, a
cada passo do seu ministério divino, ensinou a renúncia e exemplificou-a,
desassombrado e humilde, da manjedoura de palha à cruz da morte.
Honra a teus pais e
ajuda-os quanto possas.
Isso é simples dever.
Entretanto, não te
ensombre o coração a tirania de exigir-lhes adesão ao teu próprio caminho.
Ama a tua esposa ou ao teu
esposo, aos teus filhos ou aos teus afeiçoados e amigos.
Isso é obrigação na luta
diária, contudo, não lhes imponhas o teu modo de ser e de ver, porquanto cada
criatura respira no degrau de evolução e entendimento que lhe é próprio.
Estudando o Evangelho, não
olvides a lição do Reino de Deus que, segundo o Senhor, não se encontra aqui ou
acolá, mas sim em ti mesmo, portas a dentro do teu próprio espírito, nos mais
íntimos refolhos da consciência e do coração.
E, renunciando ao capricho
de padronizar as opiniões e preferências daqueles a quem amas pelo estalão de
teus próprios pontos de vista, aprenderás que deixar alguém, isso ou aquilo,
por amor do Cristo, é servir com mais devotamento a todos os o que nos cercam,
deixando de lado os nossos desejos e exigências, para, em suprema fidelidade a
Deus, perseverarmos, valorosos e firmes, na obra do bem até o fim.
EMMANUEL
Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier
Produção e Distribuição: Grupo Espírita “ Os mensageiros”
Distribuição Gratuita