
PRATIQUE A HUMILDADE
A humildade e a paz
interior caminham de mãos dadas.
Quanto menos você se
sentir compelido a provar alguma coisa para os outros, mais fácil será sentir
paz.
Exibir provas de seus atos
é uma armadilha perigosa. Exige uma energia considerável apontar continuamente
suas realizações, contando vantagens ou tentando convencer os outros de seu
valor como ser humano. Contar vantagens normalmente dilui os sentimentos
positivos que podem emanar de uma realização ou de algo de que você se orgulhe.
Para piorar as coisas, quanto mais você se exibe, mais os outros o evitam,
falam por trás de sua compulsão de se exibir, por causa de sua insegurança,
ficam ressentidos.
Ironicamente, no entanto,
quanto menos você se importa com a aprovação, mais elogios você atrai. As
pessoas se sentem atraídas por aquelas que possuem uma segurança calma,
interior, que não precisam aparentar que são boas, ou que estão corretas a
maior parte do tempo, ou precisam de glória.
Quase todo mundo gosta de
pessoas que não precisam se exibir que gostam de dividir sinceramente, do fundo
do coração, e não motivadas pelo ego.
A maneira de desenvolver a
genuína humildade é a prática. Sua primeira boa consequência pode ser sentida
imediatamente por um desenvolvimento de sentimentos calmos e tranquilos. Da
próxima vez que você tiver oportunidade de se vangloriar, resista a tentação.
Discuti essa estratégia com um cliente, e ele, por sua vez, compartilhou comigo
a seguinte história: ele estava reunido com um grupo de amigos, alguns dias
após sua promoção no trabalho. Seus amigos ainda não sabiam, mas meu cliente
havia sido escolhido para a promoção, em detrimento de outro amigo deles. Ele
mantinha uma certa competição com essa pessoa, e estava muito tentado a deixar
escapulir o dado de que havia sido ele o escolhido, e não o amigo. Ele estava
prestes a soltar a língua quando uma vozinha interior o aconselhou:
“ Pare. Não faça isso!” Ele
prosseguiu sua comemoração com os amigos, mas não ultrapassou o sinal e não
transformou a comemoração numa exibição. Ele nunca mencionou como o outro amigo
não havia sido escolhido. Ele me disse que não se recordava de alguma vez,
antes, ter se sentido tão calmo e orgulhoso de sua atitude. Ele conseguiu
aproveitar seu sucesso, sem bravatas. Posteriormente, quando seus amigos
descobriram o que acontecerá, comentaram
com ele como haviam ficado impressionados com sua boa avaliação e
humildade. Ele recebeu resposta mais positivas e melhor atenção por ter
praticado a humildade.
FONTE:
LIVRO NÃO FAÇA TEMPSTADE EM COPO D’ÁGUA...
RICHARD CARLSON, Ph.D
EDITORA: ROCCO