
MEU PAI INESQUECÍVEL
Famoso locutor
norte-americano relembra
a vida longa e
interessante de seu pai,
um homem notável.
LOWELL THOMAS
Em 1905, quando tinha
13 anos, eu devia passar o verão trabalhando para um Fazendeiro cujas terras
acidentadas se estendiam em redor de um monte, nas montanhas Rochosas do
Colorado. Ao fim de uma semana, dedicada a arar um campo pedregoso, já sentia
saudades de casa, e os ossos me doíam. Achei que não podia haver trabalho pior
do que aquele e voltei para casa. Foi um
grande erro. Meu pai, cirurgião numa região mineira, ouviu atentamente o relato
das aflições por que eu tinha passado, levando-me depois aos fundos da casa,
onde troncos de pinheiros recentemente cortados cercavam o nosso pátio como se
fossem a Grande Muralha da China. “ Eu ia contratar um homem que me cortasse esta
lenha, em toros para queimar”, disse-me ele suavemente. “ Agora que você está livre de qualquer
obrigação, pode ficar encarregado disso.”
Foi o verão mais longo
de minha vida. Os pinheiros têm pelo menos meio metro de diâmetro e soltam
resina. Isso Bloqueia as lâminas da serra e cega os machados. Cortar aquilo é
um castigo aplicável a quase todas as inflações, mas, embora os pais na nossa
agreste região aurífera de Cripple Creek pudessem castigar da mesma maneira os
filhos faltosos, só o meu ilustraria a lição com uma frase de Shakespeare. “ Se todos os dias do
ano fossem feriados”, disse-me ele sucintamente, “ divertir-se seria tão enfadonho como
trabalhar.” Henrique IV, primeira parte.”
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