
DIÁRIO DA SANTA FAUSTINA –
PARTE 2
1726 – Cristo e Senhor, Vós me conduzis por
sobre tais abismos que, quando olho para eles, me encho de temor, mas no mesmo
instante me encho de tranquilidade, reclinando-me no Vosso Coração. Junto ao
Vosso Coração nada temo. Nesses momentos de perigo, comporto-me como uma
criança que, carregada nos braços da mãe; ao ver algo ameaçador, agarra-se mais
firmemente à mãe e sente-se segura.
1727 -
Vejo, algumas vezes, ciladas que me são armadas por almas que não deveriam
fazer isso. Não me defendo, mas confio mais firmemente em Deus, que vê o meu
interior, e vejo como essas mesmas almas nelas se enredam. Ó Deus, como sois
justo e bom!
1728 – (90) Escreve: -
Sou três vezes Santo e abomino o menor pecado. Não posso amar
uma alma manchada pelo pecado, mas quando se arrepende, não há limites para a
Minha generosidade com ela. A Minha misericórdia a envolve e justifica. Com a
Minha misericórdia persigo os pecadores em todos os seus caminhos, e o Meu
Coração se alegra quando eles voltam a Mim. Esqueço as amarguras com que
alimentaram o Meu Coração e alegro-Me com a volta deles.
Diz aos pecadores que
ninguém escapará ao Meu braço. Se fogem do Meu misericordioso Coração, hão-de
–cair nas mãos da Minha justiça. Diz aos
pecadores que sempre espero por eles, presto atenção ao pulsar dos corações
deles, para ver quando batem por Mim. Escreve que falo a eles pelos remorsos da
consciência. Pelos malogros e sofrimentos, pelas tempestades e raios; falo pela
voz da Igreja e, se menosprezarem todas as Minhas graças, começarei a Me zangar
com eles, (91) deixando-os
a si mesmos, e dou-lhes o que desejam.
FONTE: LIVRO DIÁRIO DA SANTA FAUSTINA
A MISERICÓRDIA DIVINA NA MINHA ALMA
CONGREÇÃO DOS PADRES MARIANO