
Sofremos de exagero crônico
Por vida somos absurdamente equivocados e extramente
exagerados.
A gente pensa que algo é de uma forma e logo
nos deparamos com a realidade e parabéns, mais uma vez nos equivocamos, ou
então o mais clássico de tudo a síndrome do exagero crônico.
Se eu fosse escolher um personagem, diria que
somos o professor bugiganga, porque a gente tem tanta coisa na cabeça que nos
atrapalhamos com tanta tralha.
A gente sofre exageradamente, ama
exageradamente, idealiza exageradamente e o bom de tudo é que vivemos também
exageradamente.
Vai entender tudo que se passa na vida, a
gente pensa que engana a vida e ate tentamos quando inventamos de planejar
tudo, ate os segundos que iremos acordar no dia seguinte. Então a vida nos dar
uma verdadeira volta, diria que é a volta de translação, é bem devagar e quando
percebemos tudo mudou de uma maneira tão intensa que nem conseguimos perceber
os detalhes dessa mudança.
Eu
fico pensando, o que tanto passa despercebido pela vida, que ainda não demos
conta? A gente anda tão ocupado com tantos projetos e idealizações, que a
decoração de nossa casa é toda modificada e só depois de 15 dias é que
percebemos. Um exemplo disso sou eu, e minha vida, ou “vida louca, vida”. Minha
mãe ama fazer mudanças, então ela sempre altera a decoração ou como os objetos
estão arrumados. Então so depois de pelo
menos uns 15 dias é que realmente eu percebo que os objetos mudaram de lugar e
ate de cores. Perceber as pessoas é tão fácil. Eu acho muito mais fácil
perceber o comportamento humano do que perceber a decoração de minha própria
casa, porque pessoas teem sentimentos e a gente sente só em olhar para alguém,
mas o objeto nem sempre a gente está com
a mente tão vazia para perceber que ele existe ou que ele mudou de posição.
A gente tem uma vida tão agitada que é muita
novidade quando ficamos em ambiente silencioso, uma das coisas que mais gosto é
de quando chego em casa e noto aquele silêncio, realmente o silêncio não é só
uma prece, mas posso ser bem categórica em dizer que é a presença da criação
divina.
Somos exagerados porque o mundo é exagerado,
são cores em exageros, barulhos em exagero, pessoas em exageros, trabalhos em
exageros e quando chegamos em casa queremos mais uma vez o exagero, nem que
seja o exagero do silêncio.
Não dar para mudar o mundo, nesse caso é mais
fácil se acostumar com a sociedade tipicamente exagerada do que modificar a
rotina de vida e se mudar para o Himalaia... No final das contas a gente ama
esse exagero, tem certas coisas que a gente adere para nossa vida porque compõe
a nossa personalidade. A gente aprende com as pessoas, ensina, sofre com a dor
alheia, faz os outros sofrer com nossas dores, sonha com os outros, se ilude
com a gente mesmo mas no final de tudo... BEM VINDO essa é a vida, ou melhor
esse é o meu e o nosso dia-a-dia.
Jéssica Cavalcante