
QUANDO O
AMOR FALA
Amor,
palavra abstrata, que não se pode apalpar, não se vê, não tem cor, nem possui
cheiro e ainda o Amor existe como o elo mais forte da humanidade, pois diz o
sábio: “ O amor é mais forte do que a
morte.” Mas como o amor pode ser sentido? Creio que é somente quando o amor fala.
Qual é então a linguagem do amor? Creio que seja quando se transforma em atos.
Vejamos a história em que o amor fala.
“ Eu me lembro de uma história, contada por
um capelão na guerra civil americana que dominava os campos, quando deparou com
um soldado ferido e gemendo.
“ Ele levava as Sagrada Escritura debaixo
do braço, parou perante o ferido e lhe perguntou:
‘ Queres que te leia alguma coisa das Sagradas Escrituras?’
“ O ferido respondeu: ‘ Estou com tanta
sede, preferia ter um pouco de água para beber.’
“ O capelão mais do que depressa lhe trouxe
a água pedida.
“ Depois de ter tomado da água o ferido
pedia: ‘ Poderá levantar um pouco a minha cabeça e pôr algo por baixo dela?’
“ O capelão tirou o sobretudo, enrolou-o e
carinhosamente o pôs embaixo da cabeça do ferido.
“’ Agora – disse o ferido – se tão- somente
tivesse algo para cobrir-me, pois sinto tanto frio!’
“ Havia só
uma coisa a fazer, pensou o capelão e isto era tirar o paletó e com ele
cobrir o ferido. Olhando ao capelão, disse: ‘ Se há algo neste livro que ensina
fazer a outros o que o senhor fez para mim, quero ouvi-lo.’
“ Há uma grande lição nesta simples
história. Homens nunca verão e nem conhecerão
a Jesus a não ser na vida dos seus semelhantes.” Sim, esta é a fala do amor,
esta é a linguagem que todos entendem.
Davi,
o sábio rei-cantor nos conta de um cantor de uma linguagem sem palavras que em
todo o Universo é compreendida; é a linguagem muito melhor do que o esperanto
ou similares; é quando as virtudes de um homem passam de promessas para
realizações; passam de vozerio para silencioso agir.
Nós
temos muito barulho, muita burocracia, muitas promessas, muitas boas ações,
muito boa vontade, mas falhamos nas realidades da vida.
Nós
temos muito do exterior. Bonitas igrejas, belas posições, muito aparato,
liturgias, belas pregações inflamadas, sem o amor.
Usamos
muitas cruzes nas torres das igrejas, nas encruzilhadas de caminhos, nas
divisas entre nações, nos portos marítimos, por sobre as sepulturas, penduradas
sobre o peito, mas temos vergonha do
Cristo da cruz, da Sua mensagem, do Seu Livro Sagrado, das Suas normas para os
Seus filhos, dos Seus conselhos sobre o vestir, alimentar e viver, porque
vivemos uma vida fictícia de aparências sem ações que restauram o perdido e
realizam aquilo que constitui o motivo do nosso viver.
Sim,
meu amigo. Nós vivemos para amar e auxiliarmo –nos uns
aos outros, pois por isso existimos e isto nos levará a Cristo e Seu
motivo de viver. “ Ele viveu para abençoar
outros.”
Como
o mundo seria feliz se todos falassem menos e agissem mais, nesta linguagem sem
palavras, mas compreendida por todos, a linguagem do amor.
Ponha
em ação está linguagem em seu lar, com sua esposa ou esposo, com os filhos, com
os vizinhos, com os inimigos e você verá maravilhas em sua vida, sentirá um
novo ser, feliz, alegre, satisfeito e salvo.
Quando
tudo parece falhar, ainda existe o amor que age, que realiza, que restaura em
sua vida a felicidade, por que você teve a ventura de auxiliar alguém. Se você
se sente infeliz, procure
Fazer
a felicidade de uma ou outra pessoa e se esquecerá das suas mágoas, quando vir
que foi um instrumento nas mãos de Deus
para ser útil ao próximo, sem falar, mas por meio de ações benfazejas.
Experimente hoje pôr o amor, a bondade, a paciência, o perdão em ação e viverá
uma nova de gozo, glória, utilidade e compreensão, ao descobrir o motivo da sua
existência.
Fonte:
Quando Tudo Falha
Rodolpho Belz
Casa Publicadora
Brasileira