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Minha admiração pela cultura Afro-Brasileira



Minha admiração pela cultura Afro-Brasileira

Existe uma diferença entre não ser racista e desenvolver uma admiração pela cultura Afro-Brasileira. Eu nunca fui racista, porém convivi por um bom tempo da minha vida com pessoas racistas, me indignava com comentários racistas mas ate então pensava: “um dia essa pessoa vai mudar”. E um belo dia, eu mudei de contexto e comecei a entender um pouquinho mais da dinâmica social.

Na época de ensino médio eu estudei em colégio particular e vivia no padrão “branco de ser”, enfim numa bolha social. Você só convive com pessoas muito parecidas, com a mesma dinâmica social, mesma crença, mesmo nível econômico e é impossível você entender certas coisas - se você nunca passou ou nunca irá passar por isso. Ate que passou o tempo, eu cresci, entrei numa universidade pública e meu ciclo de amizades tornou diferenciado. E logo fui apresentada a diversidade social e política. Entendi porque as cotas raciais são extremamente importantes, percebi que existem estatísticas e infelizmente a maioria das pessoas mortas na violência urbana são jovens, da periferia e negro. Que a desigualdade racial está ate mesmo na saúde pública, que a população negra precisa de políticas públicas diferenciadas. É necessário um sistema de saúde pública que também esteja preparado para atender a comunidade quilombola.

Depois de entender que ate as políticas públicas são deficientes, que elas não atendem a população negra e que se o pouco que conquistaram foi a base de muita luta. Realizei uma pesquisa sobre direitos humanos e lutas sociais na construção de políticas públicas para a saúde da população negra, o que eu descobri foi que durante anos o descaso era maior do que hoje e que muitas conquistas foram oriundas de mortes, ou seja, pessoas foram mortas em massacres nas periferias, depois gerou uma onda de protesto e insatisfação que chegou a ONU, para só assim o Brasil criar políticas públicas para essa população - políticas que são cheia de falhas.



Quando comecei a militar em movimentos sociais, chegaram denuncias que pessoas estavam sendo barradas de entrar em shoppings por simplesmente estarem vestidas de forma “precarizada”, por serem negras e da periferia. Ou seja, a repetição do apartheid de espaços para ricos e para negros. Fizemos intervenções com denúncias ao ministério público, jogral e protestos, divulgamos na mídia e promovemos uma onda de debates sobre temáticas relacionadas ao racismo.

Passando um pequeno tempo, falei ao meu orientador que quero estudar a cultura afro-brasileira, ele comprou a ideia e fomos a comunidade quilombola pesquisar. Também conversei com minha supervisora de estágio e também desenvolvemos algumas ações na escola pública qual estagio. E mais uma vez sai impactada, pois o racismo é presente ate em educadores, que também são responsáveis pelas mudanças sociais.

É necessário compreendermos que vivemos numa sociedade desigual, sociedade que nega direitos básicos as pessoas. Instituições tentam o tempo todo promover o esquecimento de certos grupos sociais e tratam determinadas etnias como pecadoras, utilizando argumentos dogmáticos que não passam de copilações de teoria eugenista. Existe uma disputa de terras no Brasil e diariamente negros e índios morrem, pois grileiros tomam suas terras. E os negros que tem chão garantido na cidade, no meio urbano, ainda assim é vitima da violência - seja por assalto ou procedimentos irregulares da segurança pública. Muitos jovens teem morrido ou sendo presos por engano, pois por apenas serem negros já são taxados como bandidos.

Vamos desmitificar isso, quando você vier numa rua não tenha medo apenas do negro, pois pessoas brancas também matam, roubam e estupram. É mais fácil você ser assaltado por algum bandido de colarinho branco do que por um garoto de seus 13 anos que esteja vestido de forma precária, morador de periferia e negro. Não podemos criminalizar uma pessoa só por ela ser pobre e/ou negra, pessoas formadas e filhas da elite também roubam e sabem roubar muito bem.

Eu desenvolvi amor pela cultura afro-brasileira, pois sua cultura é linda. As musicas, as danças, o olhar, a belezas e tantas dificuldades enfrentadas deve nos fazer repensar. Quando eu era criança que eu via rodas de capoeira, eu olhava de uma forma, hoje depois de adulta eu olho encantada. Uma simples dança de roda tem o poder de me contagiar e me convidar não so para entrar na dança mas a repensar tantas desigualdades históricas.

Eu quero entrar num hospital seja ele público ou particular, ser atendida por um médico negro. E quando sair as fotos de formandos - eu quero ver muitas pessoas negras sorrindo e felizes ao comemorar a formatura. Quero ver o negro sendo doutor ate nas novelas em horário nobre. Quero que os livros de história conte a todos o heroísmo de muitos negros, as lutas para criarem uma comunidade quilombola, luta essa que segue ate hoje para manterem seus territórios.


Eu quero que toda vez que os tambores da danças afros começarem a tocar, as pessoas possam dançar e sem ter aquele preconceito religioso de sempre. Quero que os policiais tratem com igualdade a todos e que eles não julguem pessoas suspeitas por uma cor de pele. Quero políticas públicas especiais, uma educação que valorize a cultura afro-brasileira e que zumbi seja exemplo de persistência e resistência. Que as pessoas brancas parem de ter orgulho de serem brancas, tenham orgulho de seu caráter e não da cor de sua pele, pois todos nós temos sangue indígena e sangue negro. Nós somos o escravo que eles não conseguiram matar, somos o índio que eles não conseguiram exterminar. Tenham orgulho de seu povo!


Jéssica Cavalcante

Dias



Então, as postagens do blog deu uma diminuída quanto a frequência que são postadas. Estou devendo postar várias resenhas de livros e também estou com muitas ideias de postagens e textos acumulados, porém estou em final de Período - ou seja- estou na semana da faculdade que temos que entregar mil e um relatórios, artigos e etc. O bom, é que, depois de entregar todas essas mil e umas atividades terei mais tempo de me dedicar ao Blog, fazer as lindas postagens, compartilhar meus pensamentos do dia-a-dia e ser feliz para sempre (ate que comece um novo período na faculdade).

Mesmo com tempo bem limitado, li alguns livros bem interessantes nesses dias. Peço a paciência de todos, que logo-logo as postagens voltarão em seu ritmo normal. Confesso que estou morta de saudades de escrever resenhas, textos, compartilhar pensamentos... (estou cansada de tanto escrever relatórios).

Quero muito passar noite lendo os livros que eu escolhi ler, invés de perder noites caçando citações para embasar meus artigos e relatórios.

Beijokas,

Jéssica Cavalcante
Be intelligent and read

E o amanhã talvez

Passeata 13 de junho: desculpe o transtorno, estamos mudando o Brasil

E o amanhã talvez

E o mundo parou, o Brasil cansou, as pessoas gritaram, pularam, choraram e se arrepiaram... Com todas coisas acontecendo me vem coragens absurdas, medos e possibilidades dignas de pesadelo.

O mundo está acompanhando a insatisfação do brasileiro, alguns são a favor outros não - mas venho aqui dizer por mim, quando vocês verem pessoas protestando não os chame de vagabundo e nem os critique porque ate que enfim as pessoas pararam de falar de pão e circo mesmo que seja por poucos dias. Eu sei que quando os protestos acabarem a nossa vida de classe media sofre vai voltar ao normal, os planos e os sonhos ainda sãos os mesmos porém com uma diferença agora sentimos o verdadeiro gosto da liberdade.

Eu sei que os políticos estão se embolando de rir e dizendo: “Gritem trouxas, enquanto isso eu estou com o seu dinheiro” mas não com a nossa liberdade e o nosso 30 segundos de coragem absurda.

Não é porque paramos o Brasil que deixamos de estudar, de ser o bom filho de nossos pais, ainda somos a boa mãe e o bom pai das próximas gerações, ainda somos o medico que irá te curar, o advogado que vai te defender, o professor que vai te ensinar - só não seremos o politico que vai te roubar.

É lindo ver o Brasil gritando junto. Hoje quando eu encontrei com uma amiga na universidade comentamos: “Tenho orgulho de ser a geração coca-cola e facebook mas a que teve coragem de pelo menos gritar”. Minha amiga disse que ela apenas chorou de tanta emoção em ver o Brasil gritar, eu disse que pela primeira vez senti meu coração gritar, que mesmo estando rouca e sem voz eu levaria meu coração para gritar no asfalto por pelo menos 1 dia de país melhor.

Eu sei que o mundo não é perfeito, que tudo vai terminar, a vida casa-faculdade-estágio vai voltar mas quando eu estiver la na frente, eu vou poder dizer: “Ao menos fui útil para o meu país por um dia, eu o amei por um dia”.

Assim que eu entrei na universidade, eu sabia  e meus pais também que eu mudaria e faria mudanças acontecer porque desde criança eu sempre fui a garota chata e questionadora da sala de aula. Aquela que pergunta mil vezes por quê. Entrei na universidade e os questionamentos aumentaram porque lá tem pessoas iguais a mim, também tem os que não estão nem aí para a história do Brasil, mas se tem uma coisa que eu aprendi nesse tempo é: “Como ser útil para a sociedade?”.

Não é sendo um bom estudante, ou um bom profissional... Não se limitando em apenas ter boas notas e estudar, mas é algo poético – construir seu próprio conhecimento. Aqui em casa eu sempre falo para os meus pais o que eu tenho feito na universidade – minhas notas, os projetos que criei, as coisas boas que produzi e que pude participar mas isso é só “medalhinha de escola” porque o diferencial mesmo é o que você faz pelo outro. É quando você trata com amor um doente, é quando você trata com amor um menor abandonado ou que está à marginalização, é quando você incentiva o pensar critico seu e das outras pessoas, é quando você sente amor por essa sociedade e você desenvolve um instinto materno de cuidar dessa sociedade.

As pessoas não são normais, elas tem seus defeitos mas as pessoas são belas quando se unem em prol de fazer algo positivo seja para uma outra pessoa ou para tomar as dores de nosso país, abraçá-lo e dizer que sim, ainda nos importamos com ele.

Eu sei que talvez amanhã o preço do feijão aumente, que o hospital publico continue a ser a bela porcaria que é, a educação sendo falida e o nosso grito talvez seja ocultado e se torne apenas um grito a mais no meio do grito dos excluídos. Mas uma coisa eu sei, minha geração ao menos pode gritar, já meus pais, coitados, mal podiam respirar em meio a um governo repressor e ditador.

Vão ter pessoas criticando aos montes os protestos e seus militantes, mas ao menos uma coisa é certa – alguém pelo menos tentou fazer algo!

Eu vou falar um pouco de minha vida, recentemente comecei a estagiar em um grande hospital de minha cidade e eu sempre fui dessas pessoas que detonava o trabalho dos médicos do SUS, que desacreditava de tudo que tivesse escrito a palavra 'público', sem falar meu medo de sangue, violência dentro do hospital e tudo que a gente ver na TV. Ate que convivendo com essa realidade eu vi que tem pessoas que realmente são iguais as dos jornais, mas tem outros profissionais que realmente estão fazendo a diferença – chegam a ser encantados pois é tão legal saber que nem tudo está perdido. O que eu quero dizer é: Sorria, ainda temos muito tempo! Tem muita coisa ainda para acontecer não vamos colocar um ponto final, não vamos deixar o nosso pessimismo destruir os nossos sonhos e nem o nosso país.

Me disperso desse texto dizendo: Vem pra rua! Nessa quinta-feira (20/06) também estarei indo para as ruas mas porque acredito que ainda dá para mudar, pode ser um sonho infantil mas ao menos vivo com a beleza de ter os sonhos e a oportunidade de fazê-los acontecer! #VEMPRARUA



Jéssica Cavalcante

E o novo papa



E o novo papa

Estava na aula quando entrei rapidinho no Twitter e vi que o novo papa é um Argentino. Fico feliz que ate que enfim um latino torna-se papa depois de séculos. O fato é que tal acontecimento não interferi muito em minha vida, pelo fato de não ser católica - talvez interfira muito mais na vida das pessoas que pertencem a tal religião.

Algo que eu bato sempre na tecla é em relação a pesquisas com células troncos, pois religiosamente tem-se rejeição a tais pesquisas, mesmo assim elas continuam acontecendo, afinal a ciência não pode parar. É pesquisa de células tronco e clonagem de órgão humanos que a linha mais conservadora tem maiores resistência (não sei se o atual papa tem ou não resistência quanto a isso, só sei que as pesquisas não param independente de apoios ou oposições).

Eu sou a favor a tais pesquisas, pois sou a favor do avanço científico obviamente com base na ética, ate porque as pesquisas que envolvem seres humanos tem que passar pela comissão de ética. Quando eu escrevi um projeto de pesquisa que estamos a realizar no HU da universidade qual estudo, minha professora perguntou como seria tal projeto e juntas analisamos se faria necessário o comitê de ética. Enfim, a própria ciência tem cuidado em relação a isso, não é ter vontade de pesquisar e sair pelo mundo - tem todo um processo inclusive burocrático.

As pesquisas desse porte com toda certeza passam pela comissão de ética e etc. Eu penso o seguinte, no dia que as pessoas sentirem na pele a dor de certas doenças ou quando elas perderem quem elas tanto amam por tais patologias, tenho certeza que elas mudam de opinião.

Só quem sabe a dor é realmente quem passa, penso que tais pesquisas ajudariam e muito a humanidade, sem falar no avanço que seria para todos. Não é questão de aumentar a expectativa de vida, mas é questão de amenizar tanto sofrimento em tal contexto. Penso que a expectativa de vida é bem relativa, pois a medida que a nossa saúde melhora é a medida que a violência aumenta - pois as medidas tomadas pelas gestão política é pífia se comparado com o que deve fazer para ser solucionado.

Um ponto bem levantado é que o papa é um jesuíta, eu tenho esperanças quanto a isso, pois por esse motivo sei que aumentarão as obras de caridade. E penso que as pessoas que seguem tais crenças, devem mesmo ter esse desprendimento acerca do material, principalmente quando pregamos o evangelho.

Eu me incomodo em saber que existem pessoas no mundo que vivem em extrema pobreza enquanto outras acumulam de forma extrema os bens – capitais. Penso que devemos ajudar o nosso próximo. Doar seja bens materiais ou ate mesmo dividir um pouco de nosso amor.

Fico feliz com o novo papa, me identifico, pois também sou latina e tenho muita simpatia pela humildade dos jesuítas. Desejo um papado repleto de bênçãos e que Deus o use como instrumento de amor e caridade, afinal é isso que interessa. Não importa a crença das pessoas, o que importa mesmo é o amor.

Jéssica Cavalcante

Estímulos do lar



Essa semana postaram meu artigo intitulado de: "Como os estímulos de seu lar pode ajudar o seu bebê". O fato é que eu amo realmente escrever e amo escrever sobre bebês, fico feliz pois um dia me perguntaram: "Jéssica, qual a fase do desenvolvimento você mais gosta?" e eu disse que gostava de todas pois estudo sobre todas as fases, afinal isso é Desenvolvimento Humano, mas hoje, depois de alguns meses... Se essa pessoa me perguntasse novamente eu diria: "A fase que eu mais gosto é de 1 a 4 anos". Eu amo criança mas essa faixa etária é um verdadeiro encanto pois é a fase da descoberta.

Esse artigo já é o segundo artigo que escrevo para o site Guia do Bebê e também o segundo artigo que abrange essa faixa etária (isso já está virando uma das minhas linhas de pesquisa). Se você tem filho ou conhece alguém nessa faixa etária super recomendo a leitura. Mas se você de alguma forma, gosta dos meus riscos e rabisco, então também recomendo a leitura, afinal ler nunca é demais.

Abaixo tem um trecho do artigo, mas para ler na íntegra acesse:

http://guiadobebe.uol.com.br/como-os-estimulos-de-seu-lar-podem-ajudar-o-seu-bebe/


Como os estímulos de seu lar podem ajudar o seu bebê?

Pequenas atitudes no dia a dia são suficientes para promover estímulos ao seu bebê. Basta você prestar atenção e se dedicar.

Todos nós nascemos com inteligência, porém a nossa inteligência podemos dizer que é muito influenciada pelo meio social em que vivemos.
Os lares tendem a variar conforme a cultura, porém alguns fatores devem ser universais e independentes de cultura, um exemplo é a dedicação dos pais frente aos filhos, a afetividade, a não agressão e etc.
O cientista Badley, em 1989 criou um inventário o qual ele denominou de Inventário HOME de Observação Doméstica e nisso ficou visível que as condições e dedicação dos pais contribuem efetivamente no desenvolvimento pleno da criança, a exemplo de, quanto mais os pais derem importância para a educação e a leitura mais a criança se sentirá atraída para o estudo aumentando sua dedicação.
Posteriormente, outras pesquisas descreveram seis aspectos fundamentais no lar que irão contribuir no desenvolvimento do bebê: incentivo para explorar e conhecer o ambiente qual o bebê habita, estimulação nas habilidades cognitivas e principalmente as sociais (seja por meios de brincadeiras que ajudem o raciocínio do bebê ou até mesmo por atividades que promovam a socialização desse bebê). Elogios frequentes aos bebês, independente se o bebê teve sucesso ou não na atividade desempenhada. Não agressão – seja ela verbal ou física, ou seja, ter muita paciência e evitar os maus-tratos pois a violência seja ela física ou psicológica irá prejudicar o desenvolvimento do bebê. Orientação nas atividades do bebê para que ele expanda e evolua nas muitas habilidades que ele possui; e estimulação da linguagem – ou seja, dialogar sempre com o bebê, estimular as diversas formas de linguagem seja ela falada ou até mesmo os gestos.
Diante disso percebemos que a frase popular “Educação vem de berço” tem um verdadeiro ensinamento, já que o lar do bebê além de ser um ambiente de afetividade e confiança, irá contribuir para o desenvolvimento do bebê.
Abaixo seguem algumas dicas para auxiliar no desenvolvimento de seu bebê e principalmente para gerar a felicidade em seu bebê, afinal, ser feliz é uma ótima contribuição para o desenvolvimento não só do bebê, mas de toda a família.




E daí que foi Carnaval?


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E daí que foi Carnaval?

Acho que o ano de 2013 foi o ano que eu mais curti o carnaval em toda minha vida. Para começo de conversa, carnaval nunca foi uma data do ano que me deixasse morrendo de ansiedade. Penso que a data do ano que eu mais gosto ainda é o meu aniversário (e as férias, obviamente).

Esse ano foi diferente, pois eu torci para que o carnaval chegasse, primeiramente porque estou em aula desde janeiro (não só eu, mas todas as universidades federais). E logicamente, para não perder o hábito, basta um feriado e os trabalhos e os estudos se acumulam, pois temos aquela lista enorme de coisas para fazer e aquela outra lista de “Venha descansar”, mas finalmente consegui descansar, ler, ver filmes (ate que não foram tantos assim), estudar, fazer pesquisas e pensar nas próximas postagens.

O diferencial foi que assisti a maioria dos desfiles das escolas de samba, vi parte do Carnaval de Recife e de Olinda, e também de Salvador. Quanto as escolas de samba, achei lindo os desfiles de cada uma delas pois além de retratar um cultura seja de um outro país, a exemplo da Unidos da Tijuca que abordou sobre a Alemanha, também trataram um pouco de nossa cultura, quando União da Ilha abordou sobre Vinicius de Moraes. Sem falar no amor que as escolas nos passam, pois eles passam o ano todo se preparando, fato que nunca tinha percebido anteriormente.

Quanto ao carnaval das demais cidades, Recife, Olinda e Salvador. Não sou muita apaixonada por frevo ou axé, mas o que me chamou atenção em ambas as cidades é o comprometimento e a alegria das pessoas. Bem que as pessoas poderiam ser alegres assim o ano todo!

Mesmo não morrendo de amores por frevo e axé, gosto de Alceu Valença e Daniela Mercury (mas sou apaixonada pela MPB do Caetano Veloso, Maria Bethânia e a boa voz e violão), mas tenho vontade de conhecer Salvador, pois amo o sincretismo religioso (não cito Recife e Olinda, pois são cidades que já conheço, mas tenho forte apresso por elas).

Depois de pular carnaval vendo os outros se divertirem, pulei carnaval com os livros, mas nesse feriado foi diferente, pois não me preocupei com “Ainda tenho que fazer isso e aquilo”, descobri a tranqüilidade como chave de sucesso. A melhor parte do feriado ainda é poder curtir a família e dormir bastante (logicamente ler bastante).

Agora rumo a vida habitual de sempre, com a correria típica, as postagens diárias, mas que cada dia seja tão divertido e ausente de dias ruins, igual ao nosso divertido carnaval!

Jéssica Cavalcante

Santa Maria



Hoje assim que eu acordei minha mãe me relatou que havia acontecido uma tragédia em nosso país. Acordar e já ver muitas notícias ruins ao mesmo tempo, não é nada agradável mas ao menos eu pude acordar, então hoje eu penso. Quanto jovens não poderão mais acordar, ou quantos pais não poderão mais acordar seus filhos em pleno domingo? São simples detalhes, algumas vezes simples fatos de nossa vida cotidiana que passa despercebido, pois não sabemos quando vai ser a ultima vez que iremos ver nossos filhos, irmãos e amigos. Não sabemos se uma noite de aparente alegria e diversão, seria o antecessor de uma manhã extremamente triste e de tantas perdas.

Eu sei que a morte é apenas mais um processo, que por sinal um processo natural e ate necessário. Afinal, imagina se ninguém morresse... Como seria? Nosso planeta certamente não suportaria, o que os nossos professores chamam de “demanda”. Mas ainda assim a perda é dolorosa, machuca e parece não ter fim nunca!

No meio da tragédia as pessoas se revelam, algumas se mostram solidárias, outras choram com a dor e perda alheia, outros oram em busca de um conforto em Deus, outros agem desrespeitosamente fazendo piadas de tamanha tragédia, outros por puro sadismo lotam a internet de fotos tristes, deprimentes e ate mesmo desumanas. Vemos o jornalismo sério e vemos também o espetáculo de horrores. Vemos o jornalista que se emociona com a dor alheia e vemos também o que faz de vinheta imagem de pessoas deitadas, que no final estavam mortas.

No meio da tragédia vemos uma verdadeira mobilização para auxiliar as vítimas e familiares da mesma. Eu não quero que tragédias como essas se repitam, mas eu espero que a solidariedade das pessoas sejam sempre presentes, não importa se é por causa de uma tragédia ou para ajudar a quem precisa no dia-a-dia.

Vi algumas pessoas condenando os jovens por terem saído para uma boate, dizendo: “Se estivesse na igreja estaria vivo”, realmente não sabemos o que teria acontecido se esses jovens tivessem na igreja, em casa, ou seja lá fazendo mais o que. Penso que, quando algo tem que acontecer, não tem como evitar. Da mesma forma que ocorreu um incêndio nessa boate, já ocorreu também na década de 60 em um circo, da mesma forma que o Teto caiu numa igreja, da mesma forma como o teto já caiu em um shopping, em uma universidade, em uma casa... E aí, será quem tem lugar certo mesmo para morrer? Talvez você não vai para boate com o intuito de promover a vida, ai você está parado no semáforo e sofre um acidente. Da mesma forma que você sai do banho, cai e sofre um acidente, ou quando estiver atravessando na faixa de pedestre e ainda assim pode sofrer um acidente... Enfim, na vida não tem como atrasar a morte. Os cientistas falam que vamos viver 150 anos, sinto lhe decepcionar, mas isso ainda é muita lenda... Mito, pois não sabemos ate quando a nossa saúde será a nossa amiga, não sabemos se apenas uma dor de cabeça é originária do estresse do dia-a-dia ou se é um dos sintomas de um tumor cerebral... Enfim, ainda não sabemos de nada sobre a vida, sabemos apenas que, quem estiver vivo aproveite esse momento, ou melhor essa oportunidade, pois ate hoje eu não descobri qual a pior dor: a de partir ou de perder quem tanto amamos!

Realmente se alguns jovens tivesse ficado em casa, talvez estivessem vivos... Mas ate quando?

Essa grande tragédia é marcada por muitas vítimas e muitas irresponsabilidades. A prefeitura que não multou tal boate, o dono que deveria deixar as saídas de emergências já preparada para o “E se isso acontecer?”, o músico que deveria ter mais cuidado afinal “com fogo não se brinca”. Talvez se pequenas atitudes tivessem sido tomadas não existiriam quase 100 pessoas mortas no banheiro ou uma vítima com 104 chamadas perdidas da mãe.

Espero que no meio desse acontecimento que muito nos impactou, nos deixou impressionado, agradecendo pela vida, agradecendo a Deus por nossos filhos estarem vivos. Mas que realmente a dor da perda não tem como preencher esse vazio, o tempo pode ate anestesiá-la, mas as lembranças sempre nos marcarão quem somos e quem perdemos.

Finalizo essa postagem pedindo oração a todos envolvidos nessa tragédia de Santa Maria, quem puder auxiliar seja profissionalmente, doando o que a mídia tem noticiado, doando sangue ou ate mesmo rogando a Deus para que ele conforte o coração dos familiares e amigos de todos os envolvidos.

Vamos ter mais cuidado, uma dica simples mas que funciona muito é: Aonde você for procure sempre a saída de Emergência/segurança e decore em sua mente mais ou menos “onde ela fica próximo”, verifique se ela está apta para funcionamento, pois a gente não sabe quando iremos precisar dela. Digo isso, porque é algo que particularmente gosto de fazer, pois a gente não sabe nada de nossa vida. Realmente ter uma saída de emergência não é garantia de nada, mas ao menos evita que as pessoas morram no banheiro por terem confundido com a saída de emergência.

Deixo expresso nessa postagem o meu Luto e principalmente lamento muito por tantas perdas de vidas, de sonhos, de amigos, filhos, irmãos...

Jéssica Cavalcante


2012 – um belo ano



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2012 – um belo ano

Os anos de minha vida tem sido bem intensos e 2012 foi um ano intenso, pois fui bastante surpreendida e isso é maravilhoso!

Algumas pessoas gostaram de 2012, outras não gostaram e outras, assim como eu, quer logo que 2012 acabe (já viram os filmes que serão lançados em 2013? Isso explica a minha ansiedade para que 2013 comece logo). Eu realmente quero que 2013 chegue o mais rápido possível, pois eu sei que muitas coisas legais irão acontecer e sim, temos pressa para sermos mais felizes.

2012 foi especial, pois dei entrada em novos projetos que irão continuar em 2013, mas de certa forma esses projetos nasceram em 2012. Então, não posso ser ingrata, tenho mais que agradecer a 2012 por suas belas oportunidades.

A vida se expandiu, muitas amizades foram feitas, houve crescimento profissional e principalmente pessoal. E por falar em pessoal, as pessoas me inspiraram muito em 2012. E de cada pessoa eu consegui extrair uma bela lição, algumas delas a de que certos sentimentos apodrecem a alma, outras pessoas, me inspiraram por seu sorriso, honestidade e forma de encarar a vida. Outras pessoas me mostraram que superação é o mais importante, esquecer do passado e se concentrar no presente... Enfim, eu pude de certa forma aprender bastante com a vida alheia.

E por falar em aprendizagem, esse ano aumentou os livros da estante pois finalmente comecei a falar de livros no blog Espiritualidade e Mensagens, livros sempre foi o amorzinho de minha vida. O legal é que consegui finalmente colocar esse amor em postagens e trazer resenhas, notícias, enfim falar mais de algo que eu realmente me sinto bem. Conheci muitas pessoas por causa dos livros, outras pessoas começaram a acreditar no Espiritualidade e Mensagens também por causa deles. Aumentou-se os parceiros e os amigos, que realmente torcem pelo Espiritualidade e Mensagens.

Em 2012 coloquei em prática um projeto antigo, postagens com foco em fé. As pessoas me perguntam o tempo todo em espiritualidade. E sabe o que é de verdade espiritualidade, ao menos para mim? Não importa em que você crer, qual sua religião, se você crer em Buda, Shiva, Ísis, Osíris ou se você chama Deus de Jeová, o que importa de verdade é que sua vida seja conforme os ensinamentos de amor de Deus e de Jesus Cristo. Não me interessa se você vai numa missa ou no culto, ou se você nem frequenta igreja, mas sinceramente muito me interessa se sua vida tem amor, tem caridade, tem ética, tem honestidade, tem altruísmo... 

Eu muito me importo com o seu e o meu caráter  o que nós, juntos, podemos fazer pelo mundo, como podemos orar para auxiliar nosso próximo. Não importa se na hora de orar você vai orar o Pai- Nosso, ou citar o Alcorão, ou ate mesmo a Sutra mas o que importa é que nessa oração seja feita com todo amor e com a sinceridade de um coração que realmente ama a Deus em suas mais diversas formas e nomes. É isso que eu realmente entendo e vejo por espiritualidade. E em 2012, foram postados textos que nos fazem pensar sobre o que de fato é ter fé, amor e caridade.
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Dia da Consciência Negra



Dia da Consciência Negra

Hoje por ser o dia da Consciência Negra, muitas cidades, estados e municípios realizaram ações tanto em comemoração quanto em prol de uma consciência social, porém em alguns lugares essa data de tamanha importância talvez passe despercebido.

Existe racismo, isso é fato incontestável porém é como muitos já afirmaram anteriormente que todos os seres humanos possui descendência Negra. O preconceito seja lá por fatores raciais, sociais, sexual, intelectual e etc. É proveniente de uma verdadeira ignorância, um desconhecimento e uma desumanização. Não acho correto classificar o ser humano por raça, pois nós somos seres compostos por fatores diversos e não somos animais. Por mais que digam que nós somos uma animal racional, ainda assim somos diferenciados. Sei que atitudes insanas de muitos nos fazem a comparar com desumanidade ou selvageria, pois na natureza animal se um animal morre é porque faz parte de um ciclo, a cadeia alimentar, já em nossa sociedade ninguém mata em prol da cadeira alimentar mas por motivos fúteis e banais – por interesses descompassados, por desamor e principalmente por falta de altruísmo.


As leis sofreram alterações já que manifestações de preconceito se tornaram crime, mas a manifestação de preconceito continua, e o pior, muitas vezes ela é silenciosa. As pessoas por terem desconhecimento, infelizmente se sente melhor do que as outras. E o pior que esse conceito de superioridade é tão relativo, afinal o que é ser superior? Tem uma roupa de marca? Ter um belo corpo? Ter dinheiro? Ser Branco? Ser igual como a sociedade exige, cobra e manipula? Isso é ser superior? Não, isso é ser limitado! Ser superior é olhar para o mundo e principalmente para as pessoas, como uma oportunidade de aprender e principalmente de viver, e ate mesmo ser feliz.

É impossível ser feliz sozinho, as vezes brinco com minha mãe e meus amigos dizendo que sonho com o dia de comprar minha casinha no campo e me isolar do mundo, mas 30 segundos depois, eu mudo de ideia pois preciso das pessoas para viver, aprender e me inspirar.

Nos últimos dias, assisti algumas programações na mídia televisiva em relação a cultura Negra  e eu percebi, como nós desconhecemos o outro. Pensamos que sabemos o suficiente e então, nos deparamos com uma realidade diferenciada de como o ser humano é vasto e rico, e como ainda temos um grandioso mundo para descobrir.

Muitas vezes eu escrevi em outros artigos, e eu sempre defendo a ideia que a criança tem dois mundos: o do corpo dela e o mundo exterior. Nós somos do mesmo jeito, estamos em dois mundos- o nosso e o mundo vasto/ exterior. A diferença é que a criança ela anseia em descobrir ambos os mundos, enquanto nós muitas vezes temos medo dessa descoberta e assim, nos trancamos em nosso “mundinho particular” ou, como gosto de chamar, O Mundo de Alice. Pois, Alice vive em um mundo encantado, longe da realidade e nós também temos esse mundo em nossa mente e nosso ‘ser interior’. Mas é quando devemos lembrar que não é bom olhar para o mundo e desejar que ele seja perfeito como o Mundo de Alice e principalmente, não podemos olhar o mundo com apenas o nosso olhar, mas com o olhar do outro. Quando temos apenas um ‘ponto de vista’ nos limitamos e nos prendemos a barreiras, mas quando olhamos e percebemos o ser humano nas suas amplas culturas, escolhas, etnias e etc – assim, nos libertamos e buscamos conhecer um verdadeiro mundo encantado, o mundo da Diversidade cultural e social.


Que nesse dia da Consciência Negra eu desejo uma sociedade justa, que as leis sejam postas em prática e desejo principalmente muita LIBERDADE para que as pessoas saiam de seus Mundos de Alice, se liberte dos medos, preconceitos e ansiedade.  E finalmente aprendam o que é viver de verdade!

Jéssica Cavalcante

Nota: Novidades




Nota: Novidades


Recentemente eu comentei no meu twitter (aproveita - por favor, me segue @espirituale) que eu teria uma novidade para quem é papai e mamãe.

Eu sou estudante de Psicopedagogia pela UFPB e  eu amo o que eu estudo, ate que surgiu a oportunidade de ser colunista do Guia do Bebê.

Para quem ainda não conhece o site Guia do Bebê (Clique Aqui), é um site com muitas dicas para gestantes, crianças, sobre educação, família, saúde e etc. Eu irei escrever sobre crianças e temáticas que estejam inclusas dentro da temática principal do Guia do Bebê.

E o primeiro artigo qual eu escrevi, já foi publicado no Guia do Bebê, é um artigo sobre o sono em uma criança. E espero que esse artigo seja útil para esclarecer algumas dúvidas, auxiliar os papais e as mamães.
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O senso crítico aposentado

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O documentário abaixo relata um pouco sobre a temática novela frente a sociedade e a nossa "PSEUDO"-DEmocracia. Quando acabou a novela Avenida Brasil, eu e milhares ou quem sabe milhões de brasileiros assistimos. O meu interesse é sempre saber ate onde vai a maldade humana, eu me surpreendi pois no término da novela a vilã se regenera e tenta redimir muitos de seus erros. Não sei se na realidade Psicopatas podem votar atrás, psicologicamente falando a vilã era uma psicopata e psicopatia não tem cura mas socialmente falando, tudo é curável já que nós somos influenciados pela sociedade e como a sociedade está em intensa mudança, nós também somos fruto dessas mudanças e espiritualmente falando, sim é possível uma cura ou solução para tal problemática. O fato é, são casos isolados, são histórias isoladas, com características e contextos também isolados e diferenciados.

 Eu sempre gostei de estudar sobre Transtorno de Conduta, Psicopatia e ate mesmo sobre o que levam as pessoas a terem uma mente perversa, logicamente e cientificamente tudo se é explicável e tudo tem uma causa mas socialmente e em termos midiáticos, os autores tanto de livros quanto de novelas televisas amam criar um personagem que ultrapassa os limites sociais e que mostram na sociedade que o mal existe e que muitas vezes ele é tão bem disfarçado e que a gente não percebe.

 Outro dia comentando com uma amiga e eu disse a seguinte frase: "Eu não sei se fulan@ sempre foi mal e eu nunca percebi ou se el@ começou a ser má e gostou da brincadeira", preciso acreditar na ideia que a tal fulan@ sempre foi mal e eu nunca que me dei o trabalho de perceber. O mesmo acontece com a nossa sociedade e pátria amada Salve, Salve! Os problemas sempre existiram nós que não nos damos o trabalho de perceber. As pessoas comentam que os dias atuais estão cada vez pior, mas a violência e maldade sempre existiram apenas agora é que as pessoas estão dedicando o seu precioso tempo para perceber e refletir. É que nem político corrupto. Ele não vai dormir santo e acorda um anti-cristo, ele sempre foi assim apenas nós que não percebemos, defendo a ideia que nós podemos mudar, que o anti-cristo pode se transformar em um cristão verdadeiro e não certos cristãos com peles de cordeiros e alma de lobo.

O documentário abaixo fala sobre como a mídia faz a gente perceber a sociedade, mas o erro não está na mídia e sim, em cada um de nós ao aposentar o nosso senso crítico. POR FAVOR DUVIDEM, QUESTIONEM, REFLITAM E DIALOGUEM! 

Quem não quiser assistir ao documentário, deixo como mensagem e reflexão. Faça o exercício da percepção e quando você quebrar a cara seja com uma pessoa amiga ou ate mesmo com questões políticas, lembre-se o lobo sempre existiu apenas nós é que não paramos e percebemos sua existência. 

Jéssica Cavalcante




Professores



Hoje é dia dos professores, eu tive bons professores, excelentes professores, péssimos professores e bons amigos.

Muito do que eu sou hoje é graças aos professores que eu tive, pois aderi ideologias de vida, aprendi sábios conhecimentos, severas lições de vidas e erros alheios que jamais quero cometer em minha jornada acadêmica. Em relação a ideologia, eu tive uma professora mestra em estudos feministas e aos meus 17 anos percebi que essa é a ideologia que quero para minha vida, sim, não tenho vergonha alguma em dizer que luto constantemente por direitos iguais, que abomino a sociedade patriarcal e que tenho muita fé e esperança que o mundo seja mais justo. As pessoas falam que é difícil mudar o mundo, também pudera elas não tentam, as pessoas se moldam de acordo com minha/sua/nossa vida.

Eu consegui alterar a percepção de mundo de amigos e familiares, portanto quando as pessoas perceberem que você não quer causar uma guerra mundial, que você compreende os mais diversos pensamentos e que você tem muita paciência para dialogar - elas próprias irão perceber que ninguém vence aos gritos e que nós não queremos vencer nada, apenas queremos que as pessoas reflitam e possam dialogar. Porque vamos falar mais sobre sociedade do que ficar fofocando da vida dos artistas, o mundo não é  vida de subcelebridade, pessoas morrem em conflitos diários e é por isso que devemos dialogar. Se as pessoas ao menos pararem para lhe ouvir, já é uma grande vitória. Esse ensinamento eu aprendi com meus professores, não foram meus pais que me ensinaram que eu devo aceitar a diversidade social e cultural e sim, meus professores, com perspectivas teóricas me ensinaram que o mundo é multicultural. 

                                         
As pessoas tem preconceitos, mas se um dia elas pararem para estudar e descobrirem que nossos ancestrais vieram da África e que não existe raça pura, que todos são feitos de carne e osso, que as pessoas são ínfimas e que são apenas seres humanos (não somos Deuses e nem perfeição), que as pessoas moldam a sociedade e que o mundo é o nosso reflexo... Quem sabe assim as pessoas resolvem mudar?

O papel do professor não é  aplicar provas e te ensinar a falar e escrever corretamente, o papel do professor é te ensinar a pensar. Eu tive bons professores que me ensinaram de forma imparcial e que me deixou livre para fazer escolhas para a minha vida. Meus professores me influenciaram em minhas ideologias, em minhas crenças, em minha visão política e social mas lógico, também tive opressores. Enfrentei alguns embates, onde alguns professores me declararam como verdadeira inimiga pelo único motivo, não concordar com sua visão política. Por mais que um professor queira preparar um cidadão, o professor tem que entender que cada pessoa vai fazer a escolha que lhe der na telha, não precisa criar empáfia - basta aceitar que o mundo tem milhares de pensadores e que ele não é vermelho, pois o mundo não é só os ISMOS da vida.


Um de meus sonhos é ser futura professora e pesquisadora da comunidade acadêmica, antigamente nunca pensei que teria esse desejo, ate que com o tempo o fato de ser desafiada a discutir parte de minhas idéias e estudos, desenvolvi esse desejo e sonho. Chega um momento em nossas vidas que muitos fatores são muito mais importantes do que fatores físicos e materiais. As pessoas amam criticar o piso salarial de um professor, e sinceramente eu prefiro mil vezes ganhar pouco e viver em um mar de conhecimento vasto do que ser um pobre coitado que só tem dinheiro a oferecer. A pessoa que escolhe uma profissão pelo dinheiro certamente ainda não sabe o real significado da vida, a gente nasce é para viver e não para estocar dinheiro, ate porque ninguém leva dinheiro dentro do caixão. Dinheiro não vai comprar um cérebro novo para você e nem vai mudar a sua percepção como você encara os estudos.
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Proposições sobre Kardec



Proposições sobre Kardec

Essa semana, no dia 03 de outubro foi comemorado a data de aniversário de Allan Kardec. Eu fiquei devendo a minha consciência uma postagem sobre espiritismo e Kardec, sei que parte significativa das pessoas que acessam o Espiritualidade e Mensagens, são espíritas e também pelo fato que passei a maior parte de minha vida lendo diversas coisas, incluindo livros espíritas, além de que a maioria das editoras parceiras do Espiritualidade e Mensagens, são espíritas.

Eu tenho muita empatia pelo espiritismo, tanto é que ultimamente tenho lido muitos livros vinculados a doutrina espírita, porém tenho empatia com muitas outras crenças não só devido as análises de livros mas pelo fato que no meu dia-a-dia eu convivo com pessoas das mais diversas crenças. Quando falamos em crenças as pessoas tendem a polemizar, mas só polemiza quem quer, pois me considero uma pessoa espiritualista, que acredita em vida pós-morte, ufologia e etc. E uma de minhas melhores amigas, ela é Testemunha de Jeová, e nós convivemos hiper bem. Ela me presenteia com livros e revistas da crença dela, conversamos sobre crenças, vida e etc. O que eu quero dizer com tudo isso? Sabemos muito bem que o Espiritismo já passou por muita perseguição em termos sociais, eu não gosto de culpar crenças, mas pessoas, porque o problema de nossa sociedade não está nas ideologias que regem nosso sistema e nossa vida, mas está nas pessoas porque assim como tem Testemunha de Jeová que é uma pessoa maravilhosa certamente também tem o islâmico, o umbandista e o espírita também.

Todos nós já passamos por algum preconceito religioso e ate mesmo quem não crer passa por preconceitos, penso que é cada um se impor e saber agir, pois só assim para podermos “abrir um pouco da mente de algumas pessoas”, penso que não adianta discutir, ameaçar em processar e nem se irritar porque é gastar energia à toa. E por falar em preconceitos, Kardec passou por vários ate porque ele foi de uma época que a sociedade estava no auge do cientificismo materialista, qual pouco se importa com o sobrenatural e mesmo assim, ele continuou a se dedicar e a pesquisar, pois Kardec não foi só o difusor (codificador) da doutrina espírita mas foi um exímio pesquisador, afinal, também temos que estudar e nos aperfeiçoar.

Eu sou muito grata ao espiritismo pois o tanto de pessoas ilustres que tive oportunidade de conhecer, pois sabemos que quando lemos algo sobre pessoas que contribuíram para a doutrina espírita também adentramos na vida dessas pessoas. Tem vários nomes, desde Chico Xavier à Bezerra de Menezes. Além de que, depois de ler livros espíritas fui apresentada a Parapsicologia, e outras crenças como por exemplo, a Grande Fraternidade Branca pois tudo está interligado já que tudo é Deus em ação.
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Escolhendo a ilusão correta



Escolhendo a ilusão correta

Alguns dias atrás eu comentei em meu twitter sobre as tais eleições e como hoje (sábado) antecede o dia que todos nós iremos decidir o futuro de nosso país – cidade - município - bairro - rua - viela. Nada mais justo do que fazer uma postagem sobre as tais eleições.

Essa postagem não vai ser para dizer: “Vote consciente, pois o futuro de nosso país está em suas mãos”. Sim país, porque querendo ou não ate as vielas de uma cidade fazem parte de um país. Dizer vote consciente é o mesmo que dizer: “O álcool é prejudicial a saúde”, mesmo as pessoas que não tem um nível de conhecimento exigido pela sociedade, elas sabem que votar muda uma sociedade - assim como elas sabem que cachaça pode causar cirrose, ou seja, acabou o tempo que as pessoas eram tão ingênuas, quando acreditavam que pensar em sexo poderia engravidar. Acabou essa época, ate nos confins do mundo as pessoas já sabem o que é Coca- Cola, eleição, Dieta (subtende-se por qualidade de vida) e maternidade planejada. E a pergunta que permeia é: “Porque as pessoas não mudam?”, eu prefiro acreditar que é por puro comodismo, as pessoas não querem gastar energia nessa mudança... Muitas simplesmente preferem deixar a “vida me levar” e outras investem tempo em outras atividades, enfim uns estão com preguiça e outros estão extremamente ocupados. Pois é infelizmente! Espero que você não seja o que está com preguiça e nem o ocupado.

Um dia eu conversei com um amigo sobre nosso atual governo, a democracia. E sempre gostamos de lembrar e questionar, pois se somos um país democrata porque somos obrigados a votar? Algumas pessoas irão dizer: “Mas se não for obrigatório, ninguém vai querer votar”. Mas devemos lembrar que quantidade não é qualidade, talvez quem vai realmente querer votar ao menos saiba o significado real de tal escolha. Só existe corrupção porque nossos políticos tem boa vida, se o trabalho de um deputado (vereador, prefeito, governador e presidente) fosse voluntário e sem salário certamente a política seria bem melhor – ao menos na Bélgica, ser político é um trabalho voluntário!
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Nós, estudantes somos voluntários, pagamos para estudar. Pois mesmo que estude em uma universidade pública, o nome público é utópico afinal pagamos imposto, sem falar nas muitas despesas com material de estudo, transporte e muitos etc, etc, etc. Para participarmos de grupos de pesquisas assumimos gastos a mais, afinal será o dia inteiro em universidade. Você terá que se alimentar e tudo isso tem gasto, sem falar que seus estudos irão duplicar e mesmo assim, assumimos esse compromisso e honramos. Porque os políticos também não podem ser voluntários? O conhecimento é tão valoroso quanto um contracheque (a meu ver o conhecimento é muito mais valioso do que qualquer baú repleto de jóias). Não ganhamos bolsa terno, mas em compensação temos um vocabulário extenso, somos bem preparados, estudamos e de certa forma estamos auxiliando a sociedade.

Liberdade Religiosa (Evento em Niterói e municípios vizinhos)



"Liberdade Religiosa porque Deus não segrega ninguém, porque Deus ama, acolhe, perdoa e liberta. Devemos crer em um Deus de amor, caridade e compaixão pelo nosso próximo. Se não temos a capacidade de amar o nosso semelhante é porque ainda não aprendemos a amar a Deus. Se você quer alegrar a Deus ou quer está na presença Dele, é simples seja caridoso, ame e perdoe o seu semelhante porque não basta amar a Deus - Criador, mas amar também toda a sua criatura. Quem ama a Deus - respeita e compreende."

Jéssica Cavalcante
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Eu estava no Twitter(@espirituale) e os queridíssimos dos Filhos de Gandhi (@GandhiRIO) do Rio De Janeiro me informaram que Domingo, dia 02 de setembro, as 11 horas da manhã terá uma caminha em prol da liberdade religiosa em Icaraí. Será a Segunda Caminhada de Niterói e Municípios Vizinhos em Defesa da Liberdade Religiosa.

Eu sou super a favor a todo tipo de caminhada, protesto, manifestação, passeata e etc. Principalmente se a temática for a defesa da paz, igualdade e liberdade religiosa. Vivemos em um país onde temos as mais variadas religiosidades.

Uma das coisas que me faz sentir orgulho do Brasil é justamente essa liberdade religiosa, porque nós podemos sentir orgulho  pois em nosso país, é terra das mais variadas culturas e crenças. É muito lindo você poder sair na rua e ver as pessoas demonstrarem suas crenças como bem entendem. Ate porque nossa cultura é oriunda de muitas outras.

Assim como eu apoio a Marcha Para Jesus, Procissões Católicas - também sinto carinho pelas Caminhadas em prol da  Liberdade Religiosa. Só não irei participar dessa caminhada porque infelizmente não resido em Niterói, pois como bem sabemos moro em João Pessoa, sou estudante universitária e no momento estou investindo em minha futura profissão, mas sempre comento que assim que eu estiver estabilizada financeiramente irei participar ativamente desses eventos que envolvem a cultura, religiosidade e espiritualidade.

Essa postagem é para convidar a quem puder comparecer a segunda caminha em prol da Liberdade Religiosa, tenho certeza que será um evento que trará valores pessoais e culturais a todos os envolvidos. Pois ainda temos que lutar muito para o Brasil se tornar no país que tanto idealizamos. Muita coisa mudou, mas nem por isso devemos parar de sonhar e construir um futuro digno e valoroso para todos nós, cidadãos brasileiros.

Segue os links com mais informações sobre Segunda Caminhada de Niterói e Municípios Vizinhos em Defesa da Liberdade Religiosa.

Setembro 2012

Data:
02 set 2012 (Dom) - 11 horas

Evento:
2ª Caminhada de Niterói e Municípios Vizinhos em Defesa da Liberdade Religiosa
Local:
Praia de Icaraí em frente a Rua Álvares de Azevedo

 
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