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As bocas que nos ensinam



As bocas que nos ensinam

Essa semana fui ao shopping comprar um livro para auxiliar minha pesquisa e aproveitei para presentear minha linda mãe, minha mainha, mas aconteceu um fato bem curioso que me ensinou muito.

A minha pesquisa envolve discurso e poder, estava eu lendo meu referencial teórico e dizia assim “deve-se deter também ao contexto que o discurso é utilizado”, como esse fato ‘curioso’ aconteceu no shopping acabou fixando mais ainda em minha memória. Estava eu escolhendo o livro que queria comprar, então entra um homem na livraria e ele começou a falar sozinho na livraria. Ate então não fiquei espantada por coisas assim acontecem o tempo todo na universidade, algumas vezes as pessoas começam a falar sozinha então deduzimos que é mais uma das inúmeras intervenções artística ou politica, ou então a pessoa está em algum momento criativo de composição. Mas isso no shopping não é algo “normal”, as pessoas olhavam o homem com desdém. Ate que eu estava passando e ele olhou para minha cara e começou a falar, prontamente escutei ele e comecei a conversar com ele. Falamos sobre fé e caridade. Ele deu a mensagem dele e foi embora. Retomei a olhar os livros, comprei o livro que queria e fui ver um filme no cinema.

O filme que eu assisti eu odiei, foi tempo perdido, não digo dinheiro porque para quem ama filmes, interpreto ate como um investimento. Passado horas depois, ainda não tinha comprado o livro para presentear minha mãe, minha mainha linda. Então decidi dar um livro religioso a ela. Segui para uma loja de artigos religiosos e fui ver alguns livros. E eis quem encontro novamente? O mesmo homem que dialoguei em outra livraria umas 4 horas antes. Novamente conversamos, ele pediu para eu explicar o que eu sei sobre Jesus Cristo, então fui bem breve que em menos de 1 minuto falei da vida de Cristo, já ele me deu uma linda aula sobre amor e caridade. Dessa vez ele acertou, pois eu  gosto sempre de dizer que o amor é minha religião. E novamente ele me ensinou e foi embora. Nesse dia não mais vi esse homem, que surgi do nada, transmite uma bela mensagem e vai embora do nada e sem nem dizer “adeus” ou “ate logo”. Fiquei grata pelo o que ele me ensinou.

Passado o lindo momento de gratidão e felicidade plena de ate que enfim no shopping existem pessoas fazendo intervenções. Ate pensei “um pouco de vida universitária no castelo do consumo”. Eis que a vendedora de livro me aborda e diz: “Coragem sua de dar atenção a esse homem louco”. E quando fala em loucura me sinto no direito pleno de resposta. Primeiro porque meu filosofo predileto fala lindamente da loucura (Foucault, em Historia da loucura) e segundo, por que o que seria do mundo sem os loucos? Não teríamos nem arte, nem diversão, filosofia, conquistas politicas e sociais, ate mesmo algumas pessoas nem teriam nascido.

Eis que respondi: “O que me chama atenção é que se esse homem fosse uma pessoa conhecida na sociedade, a fala dele seria interpretada como sabedoria de requinte mas como ele é uma pessoa simples e comum, suas palavras é interpretada como ato de loucura”. Depois fui explicar que atitudes assim são tachadas como intervenções, também utilizei a pedagogia da mamãe. Minha mãe sempre gosta de dizer: “Trate as pessoas bem, fale com os desconhecidos porque Jesus pode estar disfarçado de uma pessoa comum do seu dia-a-dia”. 

Hoje refletindo, eis que chego a seguinte consideração (não utilizo conclusão porque nada na vida está concluído) é por meio de pessoas simples, palavras simples que Jesus se manifesta para nos ensinar. Cristo ensinava por meio de parábolas, utilizando comparações do dia-a-dia de seus discípulos, é natural que ele utilize pessoas em sua mais plena simplicidade para nos ensinar sobre sentimentos belos, poéticos e ate complexos, como o amor. É complexo entender o amor, mas é tão simples saber amar, basta deixar o coração se emocionar.


Jéssica Cavalcante

Ações feitas com carinho dobram os valores





Ações feitas com carinho dobram os valores

O real segredo para sermos mais felizes a cada dia é agir com amor. É tão bom quando a gente estuda o que gosta, pois as pessoas sentem paixão em nossa fala - o mesmo se repete quando realizamos ações com amor pois o sentimento de amor pode ser sentido a uma certa distancia.
Quando vamos em um hospital nos consultar e nos deparamos com profissionais que trabalham com afetividade, o nosso sofrimento se ameniza, muitas vezes estamos angustiados com algum resultado e ao receber amor de outras pessoas nos sentimos mais esperançosos e confiantes. Somos responsáveis também como as outras pessoas se sentem, pois muitas vezes é por nossa culpa que outras pessoas sofrem. Causamos o nosso próprio sofrimento e sofremos duplamente ao gerar o mal na vida de outras pessoas.

Eu acredito muito que todos nós estamos conectados com o Universo, que tudo tem um momento certo de acontecer e que a própria vida trás as pessoas certas, seja para nos auxiliar ou nos ensinar algo. Tudo que acontece se tira alguma lição, dos acontecimentos ruins aprendemos a nos adequar para não gerarmos tanto sofrimentos ao nosso próximo, e dos acontecimentos bons aprendemos como é importante a nossa ação na vida de outras pessoas.

Dizemos que simples ações tornam momentos especiais. E uma maneira de tornar a nossa vida e a vida de outras pessoas mais especial, é agirmos com amor. Falamos o tempo todo em humanização, mas a verdadeira humanização é ter um olhar compreensivo e uma afetividade em nossas ações diárias.

Jéssica Cavalcante


AMOR FRATERNO

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AMOR FRATERNO

EVANGELHO DE SÃO JOÃO
CAPITULO 15

12 - Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. 13- Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. 14- Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. 15- Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. 16- Não fostes os que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. 17- O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.
Aqui está o maior de todos os mandamentos: o amor.
Desde o Antigo Testamento, Deus se comunica pelo amor. A existência do universo é uma prova de amor. A aliança é uma prova de amor. Os profetas que fazem com que a esperança continue viva são uma prova de amor. O Ágape divino é a razão primeira da existência do universo e da história.
O amor não é uma imposição intrusa, externa. É uma condição própria do homem. O amor anima, isto é, dá alma à existência humana. O amor traz o significado à vida. Os gregos falavam dos três tipos de amor: Eros, filia e Ágape. Eros é o mais aprisionado, brincalhão. Filia é amizade. E Ágape é divino.É amor que não exige retribuição. É puro. É livre.
Em toda a história da salvação, percebemos o amor de Deus pelos seus filhos. Avida de Jesus é uma surpreendente história de amor. Um amor que primeiro cuida, depois orienta. É com a mãe que vê o seu filho machucado por ter quebrado a mesa de vidro. Primeiro ela cuida dos ferimentos, acalma o nervosismo, embala no colo. Depois orienta para que o erro não se repita.
O amor cristão faz com que repitamos a primeiras comunidades que estão retratadas no início dos atos dos Apóstolos. O Senhor ia reunindo mais e mais pessoas, e a Igreja ia crescendo porque eles se amavam. Aliás, os cristãos eram conhecidos pelos não cristãos pela seguinte expressão: “ Vede como eles se amam”. E esse testemunho fazia com que mais e mais pessoas quisessem aderir ao cristianismo. O amor foi a principal virtude para que a Igreja, no início tímida e pequena, fosse angariando mais seguidores.
Meus irmãos, não há nada mais bonito do que uma comunidade que se ama. Um padre se realiza como pastor quando vê o amor entre as suas ovelhas. Um pai se calma quando percebe o amor entre os irmãos. Um amor que constrói, que edifica que ilumina e supre tantas outras necessidades de que já falamos.
A ausência de amor, ao contrário, traz os piores sentimentos. A inveja, o orgulho, a prepotência, o desrespeito, a injustiça. Quem ama é justo. Quem ama é verdadeiro. Quem ama é paciente. Lembremo-nos dos ensinamentos de São Paulo em sua carta aos Coríntios.
O amor é ainda maior do que a fé e a esperança. O outro nome do amor é a caridade. A caridade não é Eros, nem Filia. É Ágape.

Há um conto chinês que narra a história de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa: “ Ame-a”.
E logo se calou.
O rapaz, insatisfeito, acrescentou: “ Mas ainda tenho dúvidas...”
Novamente, o sábio lhe disse: “ Ame-a”.
E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, continuou:

Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação. Amar é um verbo e o fruto desse ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja aceite,valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente:
Ame! A vida sem Amor... não tem sentido.

E ainda prosseguiu o sábio:
A inteligência sem amor te faz perverso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita
O êxito sem amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A beleza sem amor te faz ridículo.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem amor te faz  escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia.
A lei sem amor te escraviza.
A política sem  amor te deixa egoísta.
A vida sem AMOR... não tem sentido.

O amor dá significado às relações. Tornamo-nos mais dóceis, mas inteiros, mais comprometidos com o outro.
Enfrentamos a dor com mais grandeza. O saudoso Papa João Paulo II foi a grande prova de uma vida dedicada ao amor. O seu perdão ao homem que desferiu tiros contra ele foi comovente. Sua peregrinação pelo mundo foi em defesa da paz.
Vivi um momento inesquecível ao lado de Dom Fernando Figueiredo, meu bispo, quando fomos a Roma entregar a ele o Filme Maria, a mãe do filho de Deus.
Visitamos depois o cardeal Ratzinger, cuja singeleza comprovou a tese de que os grandes homens são profundamente simples.
Quando da celebração dos cinco anos de falecimento do Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI disse que o seu antecessor era movido pelo amor a Cristo, a quem havia dedicado sua vida, um amor sobre abundante e incondicional. Disse Bento XVI:
Foi precisamente porque se aproximou cada vez mais de Deus no amor que ele pôde tornar-se companheiro de viagem para o homem de hoje, derramando no mundo o perfume do amor de Deus (...)
A progressiva fraqueza física, de fato, não corroeu jamais sua fé rochosa, sua luminosa esperança, sua fervente caridade.
Ele se deixou consumir por Cristo, pela Igreja, pelo mundo inteiro: seu sofrimento foi vivido até o final por amor e com amor (...) esse amor de Deus, que vence tudo.

Há líderes políticos que conseguiram apreender essa lição. Gandhi fez uma grande peregrinação pela não violência. Comoveu uma nação. Jejuo. Tentou compreender as diferenças religiosas, tudo em busca de um mundo não violento. Parecia ingênua sua proposta de paz, mas o tempo provou que ele estava correto. Aquele homem franzino se fez gigante e poderoso pela grande causa que abraçou.
Nelson Mandela é outro exemplo de grandeza de  alma. Ficou preso durante 27 anos e saiu da prisão disposto a amar. É dele esta preciosidade:

Ninguém nasce odiando outra pessoa
Pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender,
e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode
Ser oculta, jamais extinta.

É preciso resgatar essa capacidade de amor. O ódio é uma forma mesquinha de resolver os conflitos. A violência real ou simbólica nos afasta de Deus e de nossos irmãos.
Toda a lei se resume neste lindo ensinamento de Jesus: “ Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”.
Santo Agostinho filosofa, explicando esse mandamento: Cultiva em ti a planta do amor, pois dela só poderá vir o que é verdadeiramente bom.
Por amor.
Quem ama nunca faz o mal, e é para o bem que nascemos!


FONTE: LIVRO ÁGAPE
PADRE MARCELO ROSSI

EDITORA: GLOBO

Para o Dia ser melhor

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Quando eu estou cansada e preciso relaxar sempre busco escutar alguma música que me deixe relaxada. Sim, passo o dia todo ouvindo música, desde a hora que acordo até mesmo antes de dormir. Não saio de casa sem um livro na bolsa e sem minha playlist - e por falar em música para o dia, para relaxar e para ler - indico o vídeo abaixo, é um CD da cantora NANA (é MPB, gente! MPB É MUITO AMOR!). Como tenho passado os últimos dias só escutando esse áudio, resolvi indicar também para vocês.

Beijokas no coração,

Jéssica Cavalcante



O PODER DO AMOR



 

O PODER DO AMOR
MENSAGEM ENVIADA POR MESTRA NADA

 Se mãos eu tenho, é para amparar.
Se um colo eu tenho, é para oferecer amor.
Se ombros eu tenho, é para lhe acolher.
Eu sou Nada.
Trago o meu coração nas mãos para lhes ensinar a amar, e lhes digo, meus filhos, não há nenhuma sabedoria em acusar as pessoas ou em preocupar-se com os problemas.
Procurem compreender a necessidade da entrega. Muitas palavras bonitas foram usadas pelos homens como forma de oração, quando, na verdade, a única coisa que importa é aquilo que se ouve e se fala com o coração.
Trabalhem suas almas, para que possam ser abertos os seus corações. E perdoem... Perdoem os seus pais, por tudo aquilo que eles fizeram. E, também, por aquilo que deixaram de fazer.
Perdoem os seus filhos pelas respostas amargas, pelas situações mal resolvidas e pelos profundos enganos. Porque,  se filhos estão, precisam de vocês, para aprender.
Perdoem os seus companheiros. Perdoem aqueles, que partilham com vocês o leito de dormir. Porque, se um dia houve uma força magnética que uniu essas duas almas, houve também uma empatia e, com certeza, há assuntos para serem resolvidos.
Perdoem os amigos, que ofenderam vocês, que prejudicaram vocês, que invejaram vocês. Porque perdoando. Há um profundo entendimento, há uma profunda consciência de libertação, que toma conta de suas almas e que lhes abre o caminho para o mundo de abundância, de luz, de amor e de prosperidade.
Trabalhem, em suas vidas, pelo perdão.
E não procurem a caridade ao próximo, imaginando que vocês encontrarão a caridade ao próximo, imaginando que vocês encontrarão esse próximo numa favela, dormindo debaixo de uma ponte ou se escondendo numa noite fria.
Façam a caridade em suas casas. Façam o perdão. Ofereçam suas mãos, para trabalhar, no seu próprio lar.
Procurem entender que, assim como a planta precisa, primeiramente, criar o seu tronco, para depois espargir os seus galhos, assim também é o amor.
Não se criam galhos para fazer troncos.
Não se criam folhas para fazer galhos.
E não se colhem frutos sem os ter plantado.
Pensem em suas vidas e primeiro ajam na sintonia da sua casa, do seu lar e daqueles que estão fisicamente próximos, pois eles assim estão por um único motivo: o desejo de vocês se reencontrarem. E aprendam a conviver...
Eu trabalho pela Chama Rubi e lhes falo do amor como o mais sagrado ofício.


FONTE: LIVRO OS SETE MESTRES
SUAS ORIGENS E CRIAÇÕES
MARIA SILVIA P. ORLOVAS
EDITORA: MADRAS



"Aquele abraço" - Aposentada leva terapia do abraço à Cracolândia

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Os passos curtos conduzem Maria Albertina França, 70 anos, pela rua Gusmões, um dos epicentros da zona paulistana conhecida como Cracolândia. O caminhar lento da senhora pela via coincide com o apagar dos cachimbos recheados com crack, em sinal de respeito. A área que o governo municipal quer chamar de Nova Luz fica em plena escuridão.

“Dona Tina vem aí”, anuncia um dos meninos sentado na calçada, droga recém-apagada em punho e cobertor enrolado no pescoço. Alguns levantam e cercam a mulher, prontos para receber a terapia idealizada pela assistente social aposentada.

“Uma vez por semana, venho até aqui (sozinha e à noite) trazer abraços”, explica sobre o método, empregado há um mês e de forma voluntária, para contribuir com o resgate da dependência química no local.


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A terapia do afeto de dona Tina compõe – e contrasta – com o mosaico de iniciativas governamentais e de entidades do terceiro setor para brigar contra o uso compulsivo de crack em uma das regiões mais endêmicas do País.

O primeiro censo realizado pela Universidade Federal de São Paulo, divulgado este ano, apontou 1 milhão de usuários da droga no Brasil . A Cracolândia paulistana reúne parte deles, a céu aberto, em uma mistura de sotaques nacionais e até internacionais.

“Me faz lembrar da minha ‘abuela’ ( avó em espanhol )”, diz Cristina Isabel, argentina, trinta e “alguns” anos de idade, em referência à dona Tina. São dez anos em São Paulo, cinco anos de crack e “cinco anos sem abraçar ninguém, trocando qualquer gesto por pedra, vivendo sozinha e cercada por interesseiros”, contabiliza Cristina, em um choro compulsivo, ao soltar o abraço e partir pela Gusmões dizendo que o encontro com a aposentada a fez “ganhar a noite, ganhar o mês, na verdade, ganhar o ano”.

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Quem apita?
A atuação ao estilo ‘carinho de vó’ foi desenhada com base em dois ingredientes nas políticas públicas contra o crack que a aposentada considera fundamentais, porém inexistentes “em tudo que já viu”.

“Em tudo que li, ouvi e participei sempre senti falta de duas coisas: afeto e a voz dos próprios usuários de droga”, avalia Dona Tina, enquanto caminha com os dois braços para trás, do alto de seus 1,50 metro, batom nos lábios e casaco de lã para proteger do frio de 16 graus que marcava a sexta-feira em que a reportagem caminhou com a aposentada pelas ruas do crack.

“Acompanho de perto tudo que já foi pensado para a cracolândia paulistana, desde a revitalização imobiliária, o uso da força policial, a internação à força ( chamada de internação involuntária) , além da idealização de tratamentos médicos”, afirma.

“Nada funcionou, as coisas só pioraram. Então resolvi botar o meu bloco na rua”, diz ela, que se aposentou do serviço social, mas não “das causas sociais”.

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Dona Tina, então, vai às ruas semanalmente, abraça os usuários de crack e aproveita o ensejo para ouvir o que eles acreditam ser importante para a área e para a recuperação.

“Quem pita é quem apita” diz ela sobre o slogan do projeto “Aquele Abraço”, idealizado em parceria com o amigo e militante das ruas, o arquiteto Arnaldo de Melo.

“Já marcamos reuniões e a proposta é levar as contribuições dos moradores da cracolândia à Secretaria Municipal de Saúde e à Defensoria Pública.”

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Banhos
 
A oferta de um espaço com chuveiros para uso gratuito dos usuários de droga estampa uma das primeiras anotações de Maria Albertina sobre as demandas locais. Um banho chega a custar até R$ 10 nas pensões que enquadram a cracolândia. O preço pode ser dobro para as mulheres, não raro aliciadas a trocar o corpo por uma chuveirada.

Por vezes, estar limpo é o passaporte para um prato de comida e para a proteção. As mais jovens e mais bonitas, conforme atestado pelo iG , ocupam o posto de vendedoras de pequenas quantidades de crack no local. Acabam protegidas pelo status, em uma condição instável e perigosa, mostrou o relato de uma garota com aparência de 15 anos, em meio ao abraço em Dona Tina.

Na última sexta-feira friorenta, a menina vestindo blusa com o umbigo à mostra, cabelos encaracolados até a cintura e piercing no nariz, confessou estar "cabreira" por ter tomado calote e não saber como prestar contas sobre a dívida.

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Oferecer o banho, acredita dona Tina, pode ser uma maneira de deixá-los menos vulneráveis ao escambo típico do local, que troca pedras por qualquer coisa, até por uma rápida passagem pelo chuveiro.

“As pessoas pensam que quem usa crack não tem dignidade, não quer estar limpo, cheiroso, como se isso não fosse importante”, diz.

“Todo mundo gosta também de falar que eles não passam fome aqui no Centro, por receberem comida toda hora. Eu me pergunto: imagina o que é passar a vida sem nunca escolher o que vai comer. Quem se satisfaz com restos?”

Na roda de samba
 
Foi este questionamento que fez Maria Albertina França deixar a casa em Jaú, interior paulista, onde nasceu e viveu confortavelmente até os 20 anos.

“Escolhi o serviço social como carreira pois sabia que a vida era mais complexa do que a fazenda do meu pai”, diz ela, que logo se instalou no centro paulistano, local da residência e do trabalho.
Ela já atuou com todas as populações consideradas excluídas: menores em conflito com a lei, prostitutas, travestis e moradores de rua. Uma jornada que não deixou tempo para filhos, apesar dos amores vivenciados.

Toda experiência profissional serviu de base para o “Aquele Abraço”, em curso agora. Mas é na roda de samba, no Largo Santa Cecília – onde Dona Tina termina o dia de ‘abraçasso’ na Cracolândia, às 22h – que ela confessa o gatilho da inspiração.

“Sou de uma geração em que a demonstração do afeto pelos pais era rara. Aprendi a abraçar com a população com que atuei. Tinha dificuldade de entrega no início e só então percebi como é mágico abraçar”, lembra, cantarolando as músicas, bebericando o suco de maracujá e comendo a porção de frango à passarinho, dividida com todos que passam pelo local.

São estudantes, donos do comércio, moradores de rua, usuários de droga, policiais, camelôs, taxistas. Ninguém perde a oportunidade de dar um abraço em Dona Tina.

Fonte: IG

Mãe faz arte todo dia em guardanapo de lanche de filhos

Todos os dias, ao abrir suas lancheiras na escola, Archer e Ansel encontram um guardanapo com um desenho feito pela mãe, a artista e fotógrafa Nina Levy, de Nova York.
Com pincéis e canetinhas, Nina recria cenas de super-heróis e personagens de videogames preferidos dos filhos. Já são cerca de 2 mil desenhos.
"Comecei a desenhar nos guardanapos em 2006 e não parei desde então", diz Nina, moradora do Brooklyn. "Meus filhos geralmente me dizem o que querem ver em seus guardanapos e muitas vezes fazem pedidos bem elaborados e específicos, com vários personagens envolvidos em atividades complexas."
Nina, que costuma desenhar durante a noite, conquistou fãs para seu blog, ninaslevy.blogspot.co.uk.
"Em algum momento essa brincadeira vai acabar, mas por enquanto, isso me mantém atualizada no que (meus filhos) estão interessados. Estamos nos divertindo muito", conta ela.

Mãe faz arte em guardanapo dos filhos

Fonte: Portal F5

 
 
 
 
 
 
 
 
 

AMOR (oração)

AMOR (oração)

SENHOR, ilumina meus olhos
para que eu veja os defeitos
da minha alma e, vendo-os, para
que eu não comente os defeitos alheios.
SENHOR, leva de mim a tristeza
E não a entregueis a mais ninguém...
Encha meu coração com a divina fé, para sempre louvar
O Vosso nome e arranca de mim o orgulho e a presunção.
SENHOR, fazei de mim um ser humano realmente justo...
Dá-me a esperança de vencer minhas ilusões todas.
Planta em meu coração a sementeira do amor
E ajuda-me a fazer feliz o maior número possível de pessoas
Para ampliar seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas...
Transforma meus rivais em companheiros, meus companheiros
em amigos e meus amigos em entes queridos...
Não permita que eu seja
Um cordeiro perante os fortes, nem um leão perante os fracos...
Dá-me, SENHOR, o sabor de perdoar
E afasta de mim o desejo de vingança, mantendo sempre
em meu coração somente o amor.
                                ( anônimo)


FONTE: LIVRO PODER ESPIRITUAL PARA A VITÓRIA
WILLIAM DOUGLAS

EDITORA: NVI

Pérolas preciosas de nossas vidas


Pérolas preciosas de nossas vidas

No vídeo abaixo mostra uma homenagem que os filhos fizeram para suas mães, na verdade é um vídeo sobre falar o que sentimos. Muitas vezes guardamos o que sentimos para falar em datas especiais, mas penso que devemos ser especiais diariamente, pois o maior presente que um filho pode dar a sua mãe todos os dias, é simplesmente agir de modo que a deixe feliz.

Devemos pautar as nossas vidas não só em nossa felicidade, pois ser feliz é algo muito egoísta, pois o ser humano se preocupa em apenas se fazer feliz, mas quando percebemos e nos colocamos de modo que também devemos ser responsáveis pela felicidade alheia, perceberemos que viver é muito mais que acordar todos os dias, que ser filho é muito mais do que ter nascido de uma mãe e ser mãe é muito mais do que gerar um filho.

Nada será eterno, não viveremos para sempre mas o que fazemos hoje por nós e por quem amamos, irá nos eternizar. E percebemos que amor verdadeiro nem todo mundo tem e nem todos sabem amar, portanto se alguém te ama verdadeiramente cuide desse alguém como se você cuidasse de uma pérola mais rara e mais bonita do mundo.

Nem todas as pessoas do mundo irão te amar, te compreender ou te aceitar mas no mundo haverá uma única pessoa que te amará do mesmo modo que Deus te ama, ela irá compreender seus defeitos, mesmo que você discorde dessa pessoa, discuta, pense diferente ou ate haja diferente, ainda assim o amor verdadeiro simplesmente aumentará de acordo com os dias e as diferenças. Essa é a diferença das mães para as pessoas “de fora”, a nossa mãe entende nossos defeitos, nossos gostos excêntricos, estilos malucos, opiniões complexas e diferenciadas já as pessoas “de fora” simplesmente te padronizam e não se esforçam para te compreender.

Eu não tenho vergonha de dizer para o mundo, que sim, eu deixo de estar com outras pessoas que muitas vezes não vale a pena para ficar com minha mãe, pois minha mãe me compreende e quando ela sente dificuldade em me compreender, ela simplesmente se esforça e consegue superar todos os obstáculos já as pessoas “de fora” simplesmente te abandonam na primeira complexidade ou no primeiro obstáculo.

Essa postagem é para desejar Feliz Dia das mães para todas as mamães, inclusive para minha mamãe linda. E para dizer a todos os filhos que a nossa mãe é como pérola preciosa, que devemos cuidar dela o máximo que pudermos, pois essa pérola que amamos e cultivamos que torna a nossa vida mais bela e mais feliz.


Jéssica Cavalcante


 
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